ESPECIAL MICHAEL JACKSON - O FENÓMENO QUE MUDOU A POP

junho 27, 2009 ·

Mesmo que ofuscado por escândalos mediáticos que o deixaram na sombra, Michael Jackson continua a afirmar, convicto: Thriller é o álbum que mais cópias vendeu na história da música gravada, superando os cem milhões de unidades. Ainda que os números oficiais o coloquem lado a lado com Eagles: Their Greatest Hits (1971-1975) no topo do mesmo ranking, Thriller é o paradigma da edição discográfica perfeita, eterno termo de comparação e título que fez de Michael Jackson o rei da pop. Até hoje, dia em que se comemoram os 25 anos da sua edição.

Antes de Thriller, Michael Jackson era já estrela de créditos consolidados. Construía carreira a solo desde 1972 (estreou-se com Got to Be There) e com Off The Wall, em 1979, revelou-se compositor e intérprete de referência. Confiando numa fórmula perfeita entre funk e disco, teve na produção de Quincy Jones o toque de Midas para criar um conjunto de temas que o confirmaram, em definitivo, como artista de méritos inegáveis.

Mas Thriller acabaria por superar qualquer feito anterior de Michael Jackson. O disco redefiniu o conceito "pop", vendeu mais de cem milhões de cópias até hoje e revolucionou a indústria discográfica. A sua campanha de marketing é, ainda em 2007, um exemplo de perfeição, apoiada por composições limadas em todas as suas arestas. Sete dos nove temas do álbum foram editados em single. Todos chegaram ao topten e dois alcançaram a primeira posição, Beat It e Billie Jean. É um dos três álbuns que ficaram nos primeiros dez lugares do Top 200 da Billboard durante um ano (os outros dois foram Falling in to You, de Celine Dion, e Jagged Little Pill, de Alanis Morissette). Foi o disco mais vendido durante 37 semanas consecutivas e o número 1 nas contas finais de 1983 e 1984 nos EUA. No final de 84, a contabilidade estava já fixada nos 33 milhões de discos. Actualmente, Thriller continua a vender 60 mil por ano.

Michael Jackson passava de menino-prodígio a artista completo: cantor de eleição, dançarino inimitável e solitário representante da maior máquina de showbiz do mundo. Com receitas pessoais de dois dólares por cada disco vendido (números de 1982), rapidamente se transformou num dos mais ricos músicos de sempre. E encarnou uma nova fase para os artistas afro-americanos, ausentes dos lugares de destaque desde meados de 70.

Para a indústria musical, Thriller voltou a erguer alicerces abalados pelo final da explosão punk e após o enterro da febre disco. Para o público, era o regresso da música negra. A pop repleta de brilhantina ofuscava o heavy metal que ameaçava liderar preferências. E caminhos como o R&B ou o hip hop ganhavam nova confiança. A televisão mudou também a forma como encarava a pop, reservando-lhe espaço nunca antes imaginado. Thriller, o single, transformou o conceito de teledisco, com os seus 14 minutos de arrojo, realizados por John Landis.

As estrelas nascidas em seio musical passaram a fenómenos totais. Michael Jackson seria em breve requisitado pela Pepsi para o maior acordo publicitário até então. Mediático significava agora global e "Jacko" foi quem ditou as regras que até hoje perduram.Com DAVIDE PINHEIRO

Por Tiago Pereira

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