Quixadá - Nossa passividade incomoda a nós mesmos

junho 28, 2009 ·

È bem possível que de maneira inconsciente, bradamos aos quatro cantos nossas indignações e perplexidades, atiramos prá todo lado sem refletir de maneira lógica aos fatos que nos é apresentado em Quixadá. Os problemas relacionados com violência em nossa cidade, o aumento dos casos e ocorrências de crimes, existem duas explicações lógicas e racionais.

A primeira e que todo mundo já sabe,é a completa falta de estrutura das policias civil e militar, sem equipamentos e viaturas, culminam para a impotência de ação. A segunda e mais grave, está no fato de que a violência crescente não só em Quixadá, mas em todo o resto do país, não está em soluções paliativas de aparelhamento e combate do estado.

Está sim, no entendimento que a violência que assola nossa cidade e o país, está dentro de casa. Nossas crianças e jovens adolescentes desse imenso Brasil, sofrem a degradação de uma educação familiar onde impera a violência e os maus tratos em suas próprias residências.

No Brasil, somente na década de 80 a temática da violência emerge como um problema de saúde pública, ampliando o espaço para se discutir a questão dos maus-tratos. Assim, ainda se desconhece a frequência exata dos casos de abuso contra a criança e o adolescente, pois conta-se basicamente com o registro dos poucos serviços existentes no país para a identificação e atendimento das famílias que praticam maus tratos.

A Associação Brasileira de Crianças Abusadas e Negligenciadas estima a ocorrência de 4,5 milhões de crianças vítimas de abuso e negligência por ano no país. Estatísticas do Serviço de Advocacia da Criança (SAC) da Secretaria do Menor de São Paulo registraram o atendimento de 6.056 casos de crianças vítimas de violência na Capital, no período de 1988 a 1990. Destes, 64% eram casos de violência doméstica. A Associação Brasileira de Proteção à Infância (Abrapia), no período de 1991 a março de 93, realizou 3.981 atendimentos de crianças vitimizadas no lar no Rio de Janeiro.

Os governos precisam redefinir seu papel e adotar ações de combate aos abusos cometidos pelas famílias, um dos pilares para essa ação é um investimento pesado em educação de qualidade e denunciar os agressores. A violência não pode marcar o futuro das crianças.

Segundo o artigo 245 do Estatuto da Criança e do Adolescente, os professores e profissionais da
saúde são obrigados a denuncias casos de maus-tratos contra menores de 18 anos. "Não a eles reunir provas da violência contra a criança, mas é sua obrigação fazer a denúncia para protege-la".

A conclusão mais cruel de todo esse drama está no desaparecimento dos valores éticos e morais de nossa sociedade, podemos citar como exemplo a banalização da televisão nos lares, a falência do ensino público, a distribuição de renda sem trabalho e a concentração do poder massificador. Nossa sociedade está refém da mediocridade ideológica.

Fabio de Oliveira

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