Vaga no senado, jogo de interesses

maio 30, 2009 ·

2010 promete ser um ano atípico na política cearense. Ao invés da disputa pelo Governo, a principal atração das eleições do próximo ano deverá ser a corrida pelas duas cadeiras no Senado. No Executivo, os acordos firmados por Cid Gomes (PSB) garantem-no o conforto de uma provável reeleição sem grandes esforços. O quase consenso, porém, não se repete em relação aos nomes para o Senado. Mais até que conseguir votos, a tarefa mais árdua que se apresenta para o governador é conciliar os interesses de tantos aliados.

No próximo ano, encerram-se os mandatos dos senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Patrícia Saboya (PDT). Com isso, o pleito abre a disputa para duas vagas. Dentro da coligação que elegeu Cid, já há, desde 2006, um nome pré-definido: o deputado federal Eunício Oliveira (PMDB). O problema passa a ser a definição do segundo nome.


De um lado da aliança, o PSDB, que, embora não tenha composto, em 2006, a coligação que elegeu o governador, tem participado da base governista na Assembleia. O partido almeja o apoio de Cid para reeleger Tasso Jereissati. No extremo oposto da coligação, o PT tem resolução aprovada para também indicar um nome para o Senado. E as duas siglas rejeitam a hipótese de acordo uma com a outra. Caberá a Cid bater o martelo.


“Na nossa base aliada, tudo vai passar pelo governador. Ele é a pessoa que tem o conhecimento e conhece todas as lideranças do Estado”, destaca o deputado Zezinho Albuquerque (PSB), braço direito de Cid na Assembleia.


Com receio de que uma eventual disputa entre PT e PSDB acabe prejudicando sua própria candidatura, Eunício também joga a bola para o governador, além da prefeita de Fortaleza. “A posição do PMDB é clara: quer uma vaga no Senado. As demais decisões devem ser feitas entre Luizianne Lins (PT), Cid Gomes e os presidentes dos partidos aliados”.


O governador tem enfatizado, porém, que não haverá posicionamento até abril de 2010.


Sem oposição
Não apenas os governistas aguardam a palavra de Cid. Os partidos dos dois únicos parlamentares que fazem oposição - Heitor Férrer (PDT) e Adahil Barreto (PR) - flertam com o apoio ao governador. De acordo com o presidente estadual do PDT, André Figueiredo, a legenda apoiará o candidato “da base de apoio do presidente Lula”. E também colocou a possibilidade de entendimento nas mãos do chefe do Executivo. “Isso aí tem que perguntar a ele (Cid). O PDT não está na base do governo a priore, mas não há nada que nos afaste”, explica.


Bancar uma candidatura própria é o desejo de Heitor Férrer. “Essa unanimidade em torno de Cid é decorrente da distribuição de cargos entre os partidos políticos”, critica.


No PR, também há um movimento de aproximação com o Executivo, que passa ao largo do presidente da legenda no Ceará, Lúcio Alcântara. “O que a maioria dos deputados do partido tem feito é acompanhar o governador Cid Gomes”, disse a deputada federal Gorete Pereira, vice-presidente do PR no Ceará.


Com isso, o único partido que, até agora, sinaliza com uma candidatura contra Cid é o PSol - sigla que não elegeu nenhum deputado federal ou estadual. “Deveremos ter candidatura de oposição da esquerda a esse projeto que está aí”, informa o vereador João Alfredo. Como prioridade, porém, estão as eleições para o Legislativo. Por isso, ao invés do próprio João e de Renato Roseno, candidato ao Governo em 2006 e à Prefeitura em 2008, o vereador adianta que o PSol deverá apostar em um terceiro nome para o Executivo. Ainda assim, João Alfredo aposta que, com “um vácuo grande na oposição”, o PSol mesmo com sua pequena estrutura, poderá ocupar um espaço de destaque.


O Povo

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