PAC em ritmo lento no Ceará

maio 23, 2009 ·


Das 694 obras exclusivas para o Estado, nove foram concluídas. Ou seja, apenas 1,3% das ações saiu do papel


Lançado há dois anos, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ainda não ganhou impulso no Ceará. Conforme o relatório do Comitê Gestor do PAC, até dezembro último, das 694 obras exclusivas previstas para o Estado — somando R$ 3,49 bilhões, apenas nove foram concluídas. Ou seja, somente 1,3% das ações conseguiram sair do papel. A boa notícia é que, mesmo pequeno, este percentual sinaliza que o Estado já recebeu investimentos de R$ 1,578 bilhão.


As 694 obras não englobam as sete iniciativas de caráter regional que beneficiam o Ceará e outros estados nordestinos — como a Transnordestina e a transposição do São Francisco. Vale lembrar que os projetos denominados regionais também não foram finalizados.


O PAC prevê R$ 44,6 bilhões para Ceará — incluindo projetos regionais. Deste montante, R$ 21,6 bilhões devem ser alocados até o próximo ano, restando, portanto, R$ 23 bilhões para aplicação pós-2010. Subdividido em eixos de infra-estrutura — Logística, Energética e Social-Urbana — o programa ganha ainda mais importância do cenário da crise econômica, que arrefeceu os investimentos privados. Cabe ao governo, portanto, manter o ritmo de investimentos públicos, a fim de assegurar que o País continue na rota de crescimento, além de garantir empregos e benefícios sociais.


No tocante ao Ceará, ainda segundo dados do balanço do Comitê Gestor, de março, o eixo de atuação mais avançado é o de infra-estrutura Energética. São 27 projetos exclusivos — sendo oito concluídos, no valor de R$ 7,49 milhões, a serem alocados até 2010.


O programa contempla, neste item, parques eólicos, linhas de transmissão de energia, as usinas termelétricas movidas a carvão e gás natural, o terminal de regaseificação de GNL, modernização da Lubnor, exploração, produção e refino de petróleo e usina de biodiesel da Petrobras em Quixadá.


As ações de cunho regional de infra-estrutura Energética são apenas quatro, somando R$ 355,4 milhões até o próximo ano, e não saíram do papel. Dizem respeito á constrição de linhas de transmissão de energia entre o Ceará, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte.


Com relação à infra-estrutura Logística, os projetos continuam a passos de tartaruga. São 11 ações exclusivas, no valor de R$ 706,5 milhões para 2010, incluindo iniciativas como a construção do terminal de cargas e da nova torre de controle do Aeroporto Internacional Pinto Martins, dragagem e aprofundamento do Porto de Fortaleza, duplicação e manutenção de rodovias.


Na parte Social e Urbana, são 16 projetos exclusivos no Estado, no valor de R$ 2,17 bilhões. Um deles já está concluído: o Eixo de Interligação das bacias Orós/Feiticeiro, que consumiu R$ 12,5 milhões.


Entre as duas iniciativas regionais, somando R$ 3,1 bilhões, está a transposição das águas do Rio São Francisco, com trechos já iniciados. Os projetos envolvem, além do Ceará, a Paraíba, Pernambuco e o Rio Grande do Norte.


Samira de Castro

Reporter/Diário do Nordeste

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