OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

maio 26, 2009 ·

Vale a pena respirar?


O empresário Eike Batista, que se orgulha de ser um dos homens mais ricos do Brasil, está instalando uma usina termelétrica a carvão mineral no porto de Pecém, no Ceará. O dinheiro, naturalmente, sairá do BNDES: R$ 1,4 bilhão.

Puxa, há repórteres tão ativos lutando contra o aquecimento global e a poluição! Mas até agora esse trabalho não apareceu. Ninguém vai publicar nada sobre a tremenda poluição causada pelo carvão mineral? Nem vai lembrar que, quando Londres era aquecida a carvão, uma terrível neblina preta, o fog, cobria a cidade, e o índice de moléstias respiratórias era altíssimo? Nem que não tem sentido queimar carvão quando o Brasil enfrenta problemas por não conseguir consumir todo o gás natural que os contratos com a Bolívia nos proporcionam?

Uma usina termelétrica a gás natural não é tão pouco poluente como uma hidrelétrica. Mas, comparada à usina elétrica a carvão, é muito menos nociva. Se o empresário Eike Batista fosse construir com seus próprios recursos uma termelétrica a carvão, caberia aos meios de comunicação criticar a iniciativa, procurar técnicos que oferecessem alternativas menos agressivas ao meio ambiente e pedir ao governo que agisse contra a poluição. E, se é com dinheiro do governo, com o nosso dinheiro, como é que a imprensa silencia?

Os vira-casacas

Mudar de partido político pode ser uma coisa razoável. Plínio de Arruda Sampaio, por exemplo, deixou o PT por achar que o partido se tornou conservador demais. Mas, quando um político entra em cinco partidos diferentes em menos de 30 anos, aí não há divergência ideológica que explique. O ex-governador fluminense Anthony Garotinho está chegando agora ao quinto partido, o PR, depois de passar por PT, PDT, PSB e PMDB.

Há certos fatos que a imprensa não pode deixar que passem em branco. Este colunista sugere que, em casos como este, a identificação do político seja completa, com seu partido, estado e partidos em que já militou. Garotinho seria então identificado nas reportagens como Anthony Garotinho (PR – Rio, ex-PT, PDT, PSB e PMDB). Não é tendencioso, não é ataque pessoal, não é nem uma crítica: é uma maneira de oferecer ao eleitor e consumidor de notícias um retrato preciso da evolução da carreira política do cavalheiro citado.

Fonte: Oservatório da Impresa

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