Moradores enfrentam dificuldades de acesso

maio 23, 2009 ·

Galeria

O trator é utilizado como alternativa de transporte para vencer os alagamentos na Vila de Tapuiará (Foto: ALEX PIMENTEL)



A pé, a nado ou de trator. Estes são os únicos meios para moradores rurais de Quixadá chegarem à sede


Quixadá. Parece pouco diante dos milhares de afetados pelas enchentes, mas o incômodo diário nas últimas semanas para os moradores da Vila de Tapuiará e adjacências, na zona rural de Quixadá, está se transformando em pesadelo. Quem precisa ir ao Centro da cidade é obrigado a atravessar uma passagem molhada com mais de 50 metros de comprimento. O problema é que a água está acima da cintura. Para realizar a travessia, somente a pé, a nado ou de trator.


Inconformados com a situação, alguns moradores procuraram o radialista Herley Nunes, na rádio Monólitos, para denunciarem o problema e exigirem uma solução. A agricultora Maria do Socorro Silva chegou a chorar, revoltada com a possibilidade de perder a venda da sua produção diária de leite, principal renda da família. “A situação dela não é muito diferente de outras 200 famílias que moram do lado de lá do córrego”, lembra o lavrador Erisvaldo Gomes Alves. Ele e os vizinhos dizem que o problema surgiu com o transbordamento do açude da Fazenda Veneza, situada naquelas imediações. O proprietário resolveu ampliar a barragem e com as constantes chuvas na região o reservatório encheu. O sangradouro não está dando vazão a tanta água. É mais alto que a passagem molhada. A água continua a mais de um metro acima do nível normal. Apesar dos esforços do fazendeiro em ampliar a área de escape, o problema continua na localidade.


Percurso demorado


A alternativa encontrada foi a disponibilização de um trator para realizar o trajeto. Apenas a máquina atravessa o obstáculo. O vai-e-vem diário é angustiante, principalmente para os idosos. São obrigados a transferir mercadorias e até animais para um caminhão. O percurso, que nos dias normais leva no máximo meia hora, chega a até duas sob sol escaldante, de torrar a paciência, quando o tempo não está nublado ou chuvoso.


“Desse jeito seremos obrigados a carregar nossas motocicletas nas costas até muito tempo depois das chuvas cessarem”, desabafa Francisco Vando Barreto, conhecido como Chiquinho. Um pouco de alívio somente no retorno para casa, quando os tambores de leite estão vazios. Mas pelo discurso dele e de outros motociclistas, se a Prefeitura e o fazendeiro não fizerem algo nos próximos dias pretendem arrombar a barragem do empresário José Hélio Bezerra.


Sobre o problema, o secretário de Obras Edificações e Vias, Paulo Stênio Fernandes, informou que o proprietário da fazenda já está solucionando o problema. O nível da água no açude tende a baixar. Britadeiras pneumáticas foram utilizadas no rebaixamento do sangradouro. O trabalho foi demorado e lento porque as rochas são muito resistentes.


Assim como o restante da população do Norte e Nordeste, os moradores da zona rural de Quixadá não imaginavam chuvas tão fortes.


ENQUETE


Como o Sr. (a) enfrenta a dificuldade de acesso?

Maria do Socorro Silva
47 ANOS
Agricultora


"Não aguento mais esse sofrimento. Cada vez que passo pelo riacho o medo aumenta. Eu não sei nadar".


Francisco Vando Barreto
39 ANOS
Agricultor


"Estou acostumado a carregar balde de leite na cabeça. Nunca pensei que um dia faria o mesmo com a minha moto".


Diário do Nordeste

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