Ministro chama fazendeiros de vigaristas e portadores de rabinho de capeta

maio 29, 2009 ·

Os desentendimentos entre ruralistas e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, antes restritos às questões ambientais, descambaram ontem para agressões e ofensas entre as duas partes. Num ato de agricultores familiares em frente ao órgão que dirige, Minc defendeu tratamento diferenciado para eles no Código Florestal. E sugeriu que ficassem longe dos ruralistas, porque estes, segundo ele, não são confiáveis. Os ruralistas reagiram imediatamente.


Com um boné da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), uma das entidades que organizaram o Grito da Terra e promoveram manifestações, em Brasília, Minc afirmou que a boa aliança é com o meio ambiente e não com os ruralistas. E atacou os representantes do agronegócio. "Os ruralistas encolheram o rabinho de capeta e agora fingem defender a agricultura familiar. É conversa para boi dormir. Não se deixem enganar. São vigaristas. Não é a CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária) que fala em nome da agricultura familiar, é a Contag e outros movimentos sociais", disse Minc.


Em seguida, o líder do DEM na Câmara e um dos defensores da bandeira dos ruralistas, Ronaldo Caiado (GO), foi à tribuna rebater Minc. "Esse ministro não tem moral para criticar os ruralistas. Ele tem ligação com o tráfico da Rocinha e do Morro do Borel, tanto para se manter financeiramente quanto para o consumo", atacou Caiado. Minc não quis responder a Caiado.

[Comentário do Censurado: a coisa foi tão séria que o governo teve que mandar sua tropa de choque no plenário apagar o fogo ateado pelo ministro. O líder do DEM ainda continuou a defesa dos fazendeiros em seu blog: "Como responder agora a um desqualificado moral como esse? Esse homem não tem estatura, é um irresponsável por tratar um segmento, o setor produtivo rural com essas palavras. Ele deve tratar assim quem ele convive bem, que é com o narcotráfico dos morros do Rio de Janeiro”.

Realmente, o ministro Minc pisou na bola. Como chamar os produtores rurais de diabos com rabo de capeta e ao mesmo tempo marchar ao lado de algo tão "cívico" como a comercialização e a apologia às drogas? Não estou aqui dizendo aqui que sou contra a descriminalização da maconha, só acho que um ministro de estado não pode criticar um fazendeiro e defender o que é contra a lei.]

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