EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA CRIANÇA - DENUNCIE JÁ

maio 24, 2009 ·

´Faça Bonito. Proteja nossas Crianças e Adolescentes´ é o tema de campanha lançada em todo o País


Fortaleza é uma das capitais em que a exploração, abuso sexual e violência contra crianças e adolescentes sempre se destacou. Razão pela qual foi também escolhida para dar início à campanha, organizada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, da Presidência da República (SEDH). O objetivo da iniciativa é mobilizar a população e sensibilizá-la para a luta contra esse tipo de violência, que deixa seqüelas profundas, podendo transformar a vítima até mesmo em um futuro agressor.

Na última segunda-feira, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi marcado por um ato na Praça do Ferreira para chamar a atenção para o problema. Era o princípio dos eventos de lançamento da campanha que têm continuidade nesta noite de sábado no Teatro Celina Queiroz. O intuito de ambas iniciativas é conscientizar a população com palestras, debates e, ainda, com o lançamento do documentário “Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado”, do cineasta Joel Zito de Araújo. “O silêncio começa a ser rompido na medida em que todos se sentem responsáveis por enfrentar essa situação”, acredita a coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da SEDH, Leila Paiva. Sentir-se responsável é a chave para começar a se oferecer uma nova perspectiva a essa complexa problemática, pois o cuidado coletivo com a infância resguarda os direitos à manutenção da integridade.

Leila enfatiza a importância da campanha, com o documentário, trazendo elementos valiosos para serem mostrados às pessoas (o filme entrará em seguida no circuito comercial), principalmente por dar fala às crianças e adolescentes, vítimas desse tipo de violência. “Temos que legitimar essa luta, mesmo porque essa imagem de violência não combina com o brasileiro, que tem a imagem de pacato e gente boa”, diz.

Em sua opinião, a população precisa começar a julgar o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes como algo muito ruim, se indignar, chamar a polícia, denunciar. “Uma boa parcela da população não luta por justiça porque considera normal o vizinho aparecer com uma namorada muito mais nova, que arranjou lá na escola pública”, afirma.

A abertura dos canais de denúncia da violência e exploração sexual de crianças e adolescentes — o Disque 100 e o 0800-2850880 — de acordo com assessor institucional da Funci, Thiago Holanda, tanto ajuda a dar visibilidade ao quadro quanto resignifica o sentido de proteção à infância e adolescência.

ROSE MARY BEZERRA
Repórter/Diário do Nordeste

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