Chuvas comprometem calendário escolar

maio 14, 2009 ·


Dificuldades de tráfego e risco de acidentes por causa das chuvas provocam mudanças no calendário escolar.


Quixadá. Pelo menos 20 mil estudantes do Ensino Fundamental do Sertão Central estão deixando de ir às aulas por conta das chuvas. Embora os transtornos causados nessas cidades sejam bem menores que as inundações no Vale do Jaguaribe e na região Norte do Estado, a maioria das estradas de acesso à zona rural desses municípios estão em péssimas condições. Somente veículos grandes e com tração conseguem se livrar dos atoleiros. Números da Secretaria de Educação do Estado apontam que, no Ensino Médio, o número de estudantes sem aulas em decorrência das chuvas sobe para cerca de 60 mil. Desse total, 12.033 são da zona Norte e 8.742 estão no Sertão Central. 93 escolas da rede estadual estão com as aulas paralisadas neste período.


Os gestores públicos se preocupam com a segurança dos estudantes, principalmente as crianças. A secretária de Educação de Choró, Maria do Nascimento Cabral, teme acidentes com os transportes escolares. Em alguns trechos, além das poças, os veículos derrapam nos massapés. Há riscos de capotagem. Quando cruzam as barragens de pequenos açudes, o perigo aumenta. “Nossos alunos deverão retornar às salas no início de junho, caso o tempo melhore”, disse ela.


A 12ª Célula Regional de Educação (Crede 12) aderiu à alteração do calendário escolar em Choró. Conforme a supervisora do Núcleo de Desenvolvimento Escolar, Fátima Pimentel, as férias escolares do primeiro semestre para os alunos do Ensino Médio realmente foram antecipadas nesse município. Mas nas cidades de Banabuiú, Ibaretama, Ibicuitinga, Madalena e Quixeramobim, a paralisação das aulas é parcial. Deve se estender pelos próximos 15 dias.


Essa é a expectativa da secretária de Educação de Quixeramobim, Socorro Pinheiro. As aulas serão recuperadas em julho e dezembro. Apesar da Prefeitura já ter iniciado a restauração de algumas estradas, se as chuvas continuarem, a alternativa será decretar a antecipação das férias na rede municipal. Embora a situação de tráfego melhore, cerca de 70% dos pais preferem não mandar os filhos para a escola. Além do medo de acidentes, eles se preocupam também com doenças como resfriados.


Situação mais crítica enfrenta o distrito de Piranji, em Ibaretama. As aulas foram interrompidas por conta da elevação das águas do rio que corta e dá nome à localidade.


Enquanto as águas não baixarem, cerca de 400 alunos do Ensino Fundamental não poderão retornar à sala de aula. A Escola José Augusto de Queiroz ficou parcialmente submersa. Tempo apenas para empilhar as cadeiras e salvar parte do acervo da biblioteca. A diretora da unidade escolar, professora Luiza Ferreira, só vai autorizar o retorno dos alunos após minuciosa inspeção no prédio. O teto de uma oficina ao lado desabou.

Fonte: ALEX PIMENTEL

Repórter/Diário do Nordeste



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