Assembléia lesgislativa do Amapá poderá criar comenda para homenagear quixadaense

maio 05, 2009 ·



Macapá - Um Projeto de Resolução que está em tramitação na Assembleia Legislativa cria no Amapá a comenda Francisco das Chagas Bezerra – “Chaguinha”. A honraria será concedida anualmente pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amapá.


A proposta é do presidente da comissão, deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB) e a honraria será destinada aos cidadãos que prestarem relevantes serviços em favor dos direitos humanos no Estado.


Pelo texto, somente os membros da comissão poderão indicar as pessoas a serem agraciadas. Por ano poderão ser concedidos quatro títulos honoríficos. “Nossa finalidade é dar visibilidade e reconhecimento aos ativistas dos direitos humanos no Amapá e nada mais justo e adequado do que o nome de Chaguinha para a referida comenda”, explicou o deputado.


Camilo Capiberibe explicou que sua iniciativa é uma homenagem póstuma a um ser humano que tanto lutou pela igualdade e fraternidade na relação entre as pessoas no Amapá. Chaguinha, como era chamado pelos amigos, nasceu em Quixadá (CE) e veio para o Amapá nos primeiros anos do antigo Território Federal.


Aqui, ele se estabeleceu primeiro como estivador. Defensor da ideologia marxista-leninista, Chaguinha aproveitou seu convívio com os companheiros de trabalho para iniciar um trabalho político que culminaria no primeiro embrião do PCB (Partido Comunista Brasileiro) no Amapá.


Com o “racha” dos comunistas brasileiros em 1962, por conta da reforma promovida por Nikita Kruchev, na antiga União Soviética, Chaguinha optou seguir a corrente liderada pelo comunista paraense João Amazonas, um dos fundadores do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) – o outro grupo era liderado por Luís Carlos Prestes, que permaneceu com o PCB.


Por conta de sua militância política, Chaguinha foi perseguido pelos interventores que governaram o Amapá no período da ditadura militar. Foi preso várias vezes, como logo após o golpe militar de 1964, e durante o “engasga-engasga”, movimento terrorista de direita deflagrado no Amapá no início da década de 1970, que tinha como objetivo a criação da Polícia Militar no antigo Território.


Falecido há cerca de 10 anos, por muito tempo Chaguinha sobreviveu do cultivo de plantas medicinais que vendia no Mercado Central. Na década de 1990, foi o patrono da Assessoria Especial para a Juventude do Governo do Estado. “O Chaguinha era um grande ser humano e fonte de conhecimento e inspiração para várias gerações de jovens amapaenses”, adiantou Camilo Capiberibe.


A proposta está sendo analisada pela Comissão de Constituição, Justiça, Redação e Cidadania (CJR) da Assembleia Legislativa.

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