Biodiesel não se firma como alternativa para produção familiar

abril 30, 2009 ·


Por Repórter Brasil


Pelo menos por enquanto, o discurso de que a produção do biodiesel pode ser um vetor para a melhoria das condições de vida dos agricultores familiares não está sendo comprovado na prática. Atualmente, 80% do biodiesel produzido no Brasil vem do óleo de soja. A participação dos pequenos na cadeia de biodiesel da soja tem se limitado à venda de grãos às usinas, que detém o Selo Combustível Social concedido pelo governo federal e desfrutam das respectivas facilidades de financiamento e incentivos fiscais. A despeito da inauguração de três usinas de processamento da Petrobras em Quixadá (CE), Candeias (BA) e Montes Claros (MG), a mamona - apontada como alternativa para agricultores familiares, em especial em áreas empobrecidas do país - praticamente não é utilizada para a produção de biodiesel. Toda a produção brasileira se destina à ricinoquímica, mesmo a parcela adquirida pelas empresas de biodiesel, que, neste caso, atuam como meros atravessadores entre a agricultura familiar e a indústria química.A dificuldade de incluir pequenos agricultores na "onda" do biodiesel pode ser verificada nos números oficiais do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), que completa cinco anos em 2009. Se o programa conseguir cumprir a meta de inclusão deste ano, apenas 80 mil pequenos produtores, de um universo de mais de quatro milhões de agricultores familiares, serão beneficiados. O último levantamento do governo federal, principal promotor da iniciativa, aponta apenas 28 mil famílias ligadas ao PNPB. Em 2009, a área plantada de mamona voltou a sofrer uma pequena queda. Segundo o relatório de safra da Conab de abril de 2009, a oleaginosa deve ocupar cerca de 150 mil hectares, diminuição de 7,8% em comparação com 2008, quando o país plantou cerca de 160 mil hectares. Esta queda atinge principalmente a Região Nordeste, maior produtora do país, que, dos 156 mil hectares cultivados em 2009, plantou apenas 142 mil este ano.Este fenômeno pode parecer estranho, já que em 2008 a mamona atingiu ótimos preços (um pico de R$ 85 na Bahia e R$ 80 no Rio Grande do Sul). O cultivo da oleaginosa também recebeu um novo incentivo com a inauguração de três usinas da Petrobrás - em Quixadá (CE), Candeias (BA) e Montes Claros (MG) - e a opção política da estatal de investir prioritariamente nos produtores familiares de mamona.

0 comentários:

FACULDADE CATÓLICA DE QUIXADÁ

FACULDADE CATÓLICA DE QUIXADÁ

FACULDADE CISNE

FACULDADE CISNE

CAMPUS UFC/QUIXADÁ

CAMPUS UFC/QUIXADÁ
Próximo a UFC e IFCE

LOTEAMENTO RENATO CARNEIRO

LOTEAMENTO RENATO CARNEIRO

AEROPORTO QUIXADÁ

AEROPORTO QUIXADÁ

HOSPITAL REGIONAL - QUIXERAMOBIM

HOSPITAL REGIONAL - QUIXERAMOBIM

HOTEL VALE DAS PEDRAS

HOTEL VALE DAS PEDRAS

POLICLÍNICA QUIXADÁ

POLICLÍNICA QUIXADÁ